cultura

Ball Masqué, reinvenção do amor pela arte

masque

A partir do mote de Rimbaud (in La vierge folle et l’Epoux infernal), pretende-se recriar todo um ambiente de glamour, exuberância, mistério, envolto em arte, onde a natureza humana e natural se vislumbram numa comunhão metafórica e, quiçá, cúmplice.
Assim, iniciamos o ciclo de actividades culturais da Fundação Dionísio Pinheiro e Alice Cardoso Pinheiro, Águeda, com a simbiose das exposições temporárias com a literatura e a música como tem sido hábito nos últimos anos. Um trabalho que pretende trazer várias formas artísticas a conviver com o nosso público e a nossa colecção permanente.
Após um ano de 2015 repleto de acontecimentos culturais, artísticos e lúdicos com 21 exposições temporárias, 125 artistas e 503 obras; apresentação de 5 obras literárias; divulgação de 3 projectos musicais; 4 palestras sobre cultura e património; enaltecimento a figuras de destaque no colectivo aguedense, como o Dr. Levi Guerra; inauguração em exposição permanente de várias obras de arte contemporânea.
Com tudo isto e a Colecção de Arte Dionísio e Alice Pinheiro, em exposição permanente, com um serviço museológico sistemático, o Museu da Fundação alcançou o número de 8.720 visitantes. Públicos heterogéneos, nacionais e estrangeiros.

Dia 13 de Fevereiro, sábado, após as Cinzas e em véspera de S. Valentim, pretende-se recriar o baile de máscaras ao estilo neo-romântico, onde o simbólico e a praxis, o religioso e o pagão se entendem por entre parábolas artísticas e humanas, conjugando estéticas e linguagens num espaço de convívio onde a sedução e a mística de desvendam pela Arte.

Animália, Nuno Horta
A objectiva de Nuno Horta aspira à comoção dos sentidos, à comunhão da fotografia retratista com paixões de um quotidiano que se mascara, inventando e, quiçá, reinterpretando saberes e ambições que não transcendem o Ser, antes o aprisionam em humanidade díspar entre si, em vez de os acutilar nos seus anseios mais primários: o desejo que se mistifica e animaliza como em metamorfoses que nos confortam e nos permitem o essencial dos sentidos: o Prazer.

Amor Natura, Milene Matos e Bernardo Conde
Visa fomentar o respeito e o contacto com a natureza, através da partilha de testemunhos de pessoas reais que sentiram mudanças na sua própria vida, ao passar a contactar com a natureza. Uma produção de Milene Matos com fotografias de Bernardo Conde. Do projecto BIO Somos Todos, galardoado com o Prémio Terre de Femmes, Fundação Yves Rocher – Institut de France.

Phoenix, Ricardo M. Santos
Apresentação performativa e sessão de autógrafos do livro de poesia “Phoenix – Poesia Autobiográfica” de Ricardo M. Santos, com Andreia Morado, Ângela Leão, Cláudia Pereira, Filipe Vitorino, Liliana Marques, Luísa de Conceição, Nuno Candeias, Pedro Nogueira e Ricardo M. Santos. Uma poesia intimista, onde somos levados numa viagem vertiginosa e visceral por sentimentos e sensações que se confundem com o devaneio quase apocalíptico que urgem, em instantes, em cada um de nós e que o autor confessa em palavras que se conjugam com o acto divino/demoníaco. Apresentação por Vieira Duque.

GRES Batuque, Escola de Samba
Apresentação intelectiva e recepção dos visitantes pelo GRES BATUQUE, Grémio Recreativo Escola de Samba Batuque, Mealhada. Não pretende ser um momento de carnaval mas uma interpretação do que foi a sua memória, porque o seu enterro já o foi! “E não viveram felizes para sempre” – é o tema deste ano. Reinterpretação de contos com finais mais ou menos felizes, mas sem dúvida que pragmáticos pelo vilão que cada um de nós pode encarnar ou mascarar… A Bateria e alguns dos fatos em exposição museológica.

Ball Masqué, com DJ Gonçalo Vasco
Baile de máscaras ao estilo neo-romântico com programação de D.J. Gonçalo Vasco.
Gonçalo Vasco. 35 anos. Natural de Setúbal e residente em Coimbra. Bacharel de Artes em Engenharia de Áudio pela prestigiada School of Audio Engineering de Londres, adquiriu desde cedo o gosto por explorar cantos mais cinzentos da música alternativa, que também colecciona. Locutor/realizador, desde 2002, do programa "1978" na Rádio Universidade de Coimbra, colaborou ainda em algumas revistas e livros de música alternativa, nacionais e internacionais.

A Fundação, ao abordar a temática Masket Ball, convida o público a reportar-se a máscaras que interpretam o duplo papel: vendar/ desvendar. Ou seja, entender a necessidade, na urbe actual, do Ser Humano se confrontar com mitos passados que se reinterpretam, numa actualidade mediática, como formas de estar, pensar e sentir de cada individuo como demiurgo, que, possuindo os seus anseios, promove a sua actuação no palco da Vida e do quotidiano.

ENTRADA GRATUITA

EVENTO NO FACEBOOK